quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Amor? Não Sem Compromisso!!!

Postado Por Keth Postado As 09:47 Com Sem Comentarios

Eu estava ali, vivendo minha vidinha e trabalhando em ritmo alucinado, quando comecei a me questionar onde estava minha capacidade de me apaixonar perdidamente e morrer de amor...? em que momento, exatamente, eu perdi a capacidade em viver um relacionamento e, definitivamente, por quê eu não me dou, nem mesmo, a chance de tentar.... mas aí, eu ficava logo cansada e dormia, ou tomava uma cerveja, ou criava filhas, ou cumpria meu papel de filha, amiga, irmã... ou ia fazer depilação, enfim... eram questionamentos tipo "vontade", que "dá e passa"...

Então, ontem a noite, às 22h, quando eu saí do trabalho (sim, eu tô de mimimi pq ando trabalhando demais rs) eu cheguei em casa com o corpo exausto e a cabeça ainda a mil, por isso resolvi ver filminho até acalmar o suficiente pra dormir... foi quando me surpreendi com "Sexo Sem Compromisso"

O filme é uma comédia romântica dessas que a gente já entende até o enredo, a atuação dos atores é divertida, nas não excepcional, o roteiro é simples, linear, os atores coadjuvantes são engraçados naquele estilo americano de graça.... mas o fato é que no fim do filme, quando eles realmente ficaram juntos (sim, eu conto logo pq comédia romântica que se preze acaba com o casal feliz) eu cai no choro...

Eu me senti no lugar da personagem, eu me vi nela... eu tenho medo (é isso!!!), medo que tudo comece a se complicar demais, medo que a pessoa descubra os meus defeitos (e por isso resolva ir embora), medo de começar a gostar demais da presença, medo de adorar o que começa a acontecer... "medo porque dói" (fala do filme que eu gostei mto)... porque parece mais simples manter a idéia do controle do que evitar a idéia de felicidade ... medo... é isso, medo!

Fiquei mexida.... 

Recomendo o filme... com pipoca e clima ameno, vale conferir!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

"e eu que não sei quase nada do mar..."

Postado Por Keth Postado As 09:38 Com Sem Comentarios
fonte da "foto": http://abraobico.blogspot.com


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

outros me relatando...

Postado Por Keth Postado As 12:13 Com Sem Comentarios
"A vida te dá uma rasteira. 
Você cai, tropeça, o sonho borra a maquiagem, o coração se espalha. Você sente dor, perde o rumo, perde o senso e promete: Paixão nunca mais. 

Você sente que nunca irá amar alguém de novo, que amor é conversa de botequim, ilusão de sentido, que só funciona direito pra fazer música, poesia e roteiro de cinema. E você inventa....

Um amor pra distrair. Um amor pra ins-pirar, um amor pra trans-pirar. Uma paixão aqui, um quase-amor ali....

 Ainda bem que existem os amigos, para amar, abraçar, sorrir, cantar, escrever em recibos e tirar fotos bonitas. E a vida segue. Sua imaginação te preenche, e seus amigos te dão colo, Vodka* e dias incríveis!!!"
compilado de: http://olhosdgueixa.blogspot.com/

* eu prefiro Tequila rs

terça-feira, 1 de novembro de 2011

sobre ver flores (em mim)...

Postado Por Keth Postado As 10:29 Com Sem Comentarios

Eu me sinto tão absolutamente feliz com a chegada de novembro que eu poderia, até, falar de amor..., dançar, andar descalça, ser mais leve, praticar a simpatia no trânsito (exagero!)rs, lutar pela paz mundial... 

Eu poderia fazer amor com a alma, mesmo usando o corpo, eu poderia escrever lindos versos, postar belas imagens, ser popular nas redes sociais... 

Eu poderia não reclamar de trabalhar tanto (até pq eu adoro trabalhar! #soudessas) e rir até a barriga doer daqueles diálogos que eu só consigo ter com Isadora e Letícia... eu poderia... é... eu poderia....

O fato é que eu estou feliz e, a excessão do comportamento ao volante, todas as outras coisas eu tenho feito... eu tenho me sentido tão bem, tão em paz... tão "poxa Deus, que bom, obrigada!"...

A minha felicidade não tem um nome, mas tem gostos, cheiros, nuances... ela é palatável e palpável também! Ela tem gosto de agradecimento, de realização, de quase satisfação... ela tem expessura de "quero mais".... porque ela vem assim, de dentro, de fora, de mim, do que eu consegui entender, do que deixou de incomodar... ela não tem uma forma humana e uma dependência velada do comportamento alheio... ela é minha... ela é simples e leve.

A vida... essa linda! Eu adoro quando ela me sorri!

"doce novembro".... que nos seja gentil!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

aaaaahhhh.... a pós-modernidade....

Postado Por Keth Postado As 10:02 Com Sem Comentarios
Sempre ouvi relatos de amigas que não querem ter filhos dizendo o quanto a sociedade as trata mal e desumanamete por isso... como se "ser mãe" fosse um dom natural de todas as mulheres. A verdade é que "reproduzir" está ao alcance de quase todas as mulheres, ser mãe é outra história....

Mas isso é discussão pra "grupos de estudos" não pra um blog de temas "mulherzinha"... também é minha referência pra forma que a sociedade encara quem não quer estar "em um relacionamento sério" (sim, eu trollo com o status do facebook!).

Todo mundo acha que mulher solteira ou está disponível ou está realmente desesperada. Ou, como diz um amigo, "está focando na carreira".

A verdade é que sentimos sim (e muita) falta de sexo!
O sexo também relaxa as mulheres, sabia? 
Existe sim a falta da trepada ou da rapidinha ou de ambas, tem a falta do amor gostosinho, do sacana, enfim... o Kama Sutra deixa saudades, isso é fato!rs

Mas, creiam... pras mulheres (pelos menos pra grande parte das que eu conheço) há um distanciamento significativo entre falta de sexo e falta de amor. E não nos dói tanto quanto aparenta abrir mão do primeiro em detrimento do segundo.

O amor que as mulheres procuram não está à venda no supermercado. Esse amor que faz falta, às vezes, é facilmente substituido por uma boa conversa com os amigos (daqueles almoços que te faz rir com o coração), por um tempo em família, por um momento "sou foda de qualidade" no trabalho, por um tempo com Deus, por felicidade, essa coisa que, choque-se, não está guardada num homem.

É bem verdade que temos TPM e ficamos carentes, mas aí é culpa dos hormônios, porque, colega, querer equilíbrio da gente o tempo todo é complicado, viu? Já temos que andar de salto e fazer depilação, permitam, por gentileza, que nossos hormônios tenham vida própria pelo menos por uma semana no mês (se vc confia em um "bixo"* que sangra e não morre, culpe a sociedade e não a mim)

Mas o fato é que não tem porque continuar acreditando que a gente está a espera do príncipe encantado. Não estamos! Não da forma que todo mundo acha que estamos!

Jogando limpo, é excelente o tempo do encantamento, ligações, mensagens, almoços, jantares, primeiras transas. Tudo muito legal, né? Mas tem momentos que isso cansa, que não supre necessidades. Ser interessante e bonita (e depilada) o tempo todo, cansa... exaure, especialemente pra quem tem que trabalhar duro, criar filhos, estudar e ser magra.

Existem sim os momentos em que o foco é carreira. Porque no fim das contas, se vc for sincera com ele, o cartão de crédito não vai te cobrar além do que foi acordado entre vcs. Existem sim, os momentos de se dedicar aos filhos, porque ao final, eles é quem vão fazer o teu esforço ter sentido. Existem sim os momentos de cuidar do corpo, da alma, dos amigos... existem os momentos que vc quer ter e ser só pra vc. E existe a preguiça de largar tudo isso pra entrar numa coisa que começa bem e termina "como sempre".

As relações não são as coisas mais importantes na vida de uma mulher (por favor, sociedade, tente sobreviver a isso) Um relacionamento seria deveras importante, quase fundamental... mas ele não está tão ao dispor quanto estão as relações.

Esperar não seria nem a palavra, mas viver até que aconteça define bem o que se passa pela minha cabeça.

p.s1 - eu usei o termo "mulheres" o tempo todo, mas estou falando de mim, ok? Única e exclusivamente baseada nas minhas percepções, se vc se identifica, vc é uma linda e se não, tbm é uma linda!rs
p.s.2 - *eu sei que bicho é grafado com ch, tá bom?rs

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

sobre ter 31 anos... (sucintamente "falando")

Postado Por Keth Postado As 09:25 Com Sem Comentarios
Todos os anos quando meu aniversário tá chegando, sempre gosto de “parar um pouco o mundo e descer”...(nesse 09 de outubro não foi diferente rs)

Gosto de refletir sobre como eu estava a um ano atrás, a dois, a dez, gosto de avaliar se as coisas realmente mudaram e, mais que isso, como estas mudanças impactaram na minha vida.

Esse ano, claro, não foi diferente dos anteriores.

As coisas mudaram?
Na verdade, nem tanto!

O que mudou, realmente, foi essa que vos escreve!

Há um “quê” de calma, de tranqüilidade ou mesmo e somente, de falta de ansiedade, há mais foco, menos medo, há mais segurança e menos pressa. Há menos necessidade de uma relação por saber que é possível esperar por um relacionamento.

Os objetivos são outros e, conseqüentemente, os caminhos também.

Eu me sinto mais leve, mais feliz, mais plena.
Eu me sinto bem.

Me sinto mais viva que nunca, mais capaz, mais possível... como se eu pudesse tudo que eu quisesse, desde que feito com prudência.

Também e finalmente me cansei de alguns pesos/pessoas que carreguei ao longo dos anos. Sinto que chegou a hora de seguir sem elas. Necessito me renovar na ausência de tudo que carreguei esse tempo todo.

A maternidade nunca me fez tão bem quanto agora.
A certeza de Deus na minha vida nunca havia sido tão necessária.
A família nunca fora tão importante e os amigos tão fundamentais.
A sexualidade nunca havia sido tão gostosa.

Tudo anda fluindo de uma forma deliciosamente boa.

Sabe qual a minha avaliação pelos 11.315 dias vividos, mais especificamente pelos 31 anos de vida?

É unicamente a certeza que – ser feliz é muito bom!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Sobre esperar...

Postado Por Keth Postado As 10:58 Com Sem Comentarios
Todo mundo tem seus desejos de aconchego e também de desassossego... como se o amor tivesse que desestabilizar antes de promover segurança... todo mundo sempre espera alguma coisa, talvez a paz da presença ou a instabilidade da falta... espera, quem sabe, encontrar paz na falta e aprender a lidar com a instabilidade da presença também... todo mundo sempre espera alguma coisa.. sempre anseia e sempre deseja... mesmo quando essas coisas estão desconhecidas... ainda assim, sempre existe uma espera... como se o coração fosse sempre um ponto de chegadas e partidas.

E eu, por enquanto, só espero sobreviver a mim mesma!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Quem mente rouba...

Postado Por Keth Postado As 06:40 Com Sem Comentarios

Eu não consigo viver eternamente “com o pé atrás”, “com as antenas ligadas” ou, seja lá qual for a característica de quem nunca relaxa... eu nem demoro tanto assim a confiar nas pessoas... eu sou dessas, sou boba... tenho bom coração, de difícil mesmo, só o gênio.

Mas daí que vc tá ali, fazendo a linha “tentando ser feliz e resolvendo dar uma chance a si mesmo” e a pessoa vai e... te sacaneia! simples assim!

As pessoas, na verdade, ou pelo menos àquelas com quem tenho convivido com mais freqüência, sacaneiam as outras numa tranqüilidade incômoda, será que vc sabe como é isso? É estranho... Mas pra elas soa numa naturalidade que olhaaaaaa....

Então seria, talvez, esse o momento de entender que maturidade é jogar todo mundo na vala comum e tratar a tudo e a todos com desconfiança? 

E se, apesar de todos, eu ainda não quiser? 

Será que a vida é mesmo a sucessão das minhas péssimas escolhas, de todas essas que eu cometo uma após a outra porque talvez devesse filtrar melhor. 

E desde quando pessoas devem ser filtradas?

O fato é que, no fundo, não importa o quanto você tente evitar que uma situação aconteça, que uma história seja o que ela tem que ser... Ainda assim, apesar e acima de todos os seus receios, é provável que você se machuque.

Existem pessoas que falam bem, que sabem se colocar a disposição das outras, que sabem ser submissas, disponíveis, românticas, apaixonadas e.... MENTIROSAS!

Eu só não entendo o que leva uma pessoa a criar todo esse circo... que tesão sórdido é esse que existe em enganar e brincar com a vida e os sentimentos alheios?

Quem mente, rouba!

Nem que sejam só as expectativas do outro...

Mas, há que se pensar na possibilidade de roubar mais...

De roubar sonhos, perspectivas, sentimentos bons, histórias...

Quem mente, leva embora consigo e com sua mentira o que fora construído, porque não existe história que sobreviva a mentira.

A mentira é a arma impulsionadora da célebre frase de que “tudo que é sólido se desmancha no ar”... porque quando a mentira chega, ela leva, automaticamente, tudo que existiu.

Quem mente rouba o respeito, carinho e consideração que foram gerados e alimentados anteriormente, rouba as conversas que existiram, os sorrisos, as músicas, os beijos, rouba tudo que existiu.

Quem mente rouba a chance de escolha do outro, rouba tudo... 

A única coisa que quem mente NÃO rouba é a dor!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

...

Postado Por Keth Postado As 05:45 Com Sem Comentarios


"vc é linda quando está amando"


às vezes, a gente nem quer, mas entrega fácil o coração... Boa semana! ;)

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Do que já não dá mesmo!!!

Postado Por Keth Postado As 05:59 Com Sem Comentarios
Eu sou uma mulher de 30!

Mas, eu não sou uma mulher de 30 ansiosa pelo casamento e pela maternidade. Casamentos eu já tive, na verdade, eu só os tive. E a maternidade, essa experiência diária, eu tenho a benção de viver, com todas suas dores e delícias.

Não sou também uma pessoa carente por sexo. Este eu já tive com amor e sem, de formas e maneiras bem diversas. Por minha vontade, dos outros e de ambos.

Carência de um homem, um amor, uma paixão avassaladora... olhaaaaaa, até já imaginei que eu teria, mas entendi que não.

O fato é que as afirmações acima me fazem uma estranha no ninho social que eu conheço atualmente. Além das urgências que as pessoas cultivam em cada uma das situações descritas, ainda existem as pitadas de joguinhos emocionais quando alguma nuance de relação começa a acontecer.

Ou eu me tornei uma chata, dessas de carteinha, ou o mundo está com uma visão distorcida da realidade.

Seja como for, eu não entendo e, mais que isso, eu não aceito, gente que quer "brincar de sim ou não"*. Estou sem tempo pra isso. Sem vontade também.

E, além disso, também não estou com pressa suficiente pra sair "dando" pra um cara só porque ele me beijou... não estou na feira, disponível, do tipo, catei, levei, é meu!

Quem quer relacionamento fast-food que vá ao delivery correto. Eu sempre soube onde encontrar meus foods quando quis ter, mas não estou, sob nenhuma circunstância, nesse tipo de prateleira aí.

Entendi e bem que o pior tipo de solidão é a solidão a dois... e por isso mesmo, não estou com pressa.

Portanto, se vc quer brincar disso, na boa e com todo respeito, procure no lugar certo, que, definitivamente, não é aqui!!!


Bom dia!!! Excelente semana!!!



"brincar de sim ou não" - gente que pensa que sim é não e que não é sim

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Aos meus pais...

Postado Por Keth Postado As 10:50 Com Sem Comentarios
Hoje eu amanheci realmente feliz e por uma razão absolutamente nobre: é aniversário de casamento dos meus pais, já são 39 anos que estas duas pessoas, fundamentais na minha vida, compartilham a vida em comum.

Eu poderia começar com os textos clichês sobre família, amor, pais, filhos e afins... mas eu páro e penso que para além do que eu consiga verbalizar, há algo que é intangível e esse algo se chama exemplo.

Na verdade, a minha família, apesar de ter características peculiares que as assemelha as famílias dos comerciais de margarina, está longe do tradicional. 

O que eu aprendi com essas duas pessoas foi algo tão simples e tão difícil de viver, fazer, ser...  mas que fazem a real diferença....

Aprendi que amor em nada tem haver com as paixões avassaladoras, que na verdade a gente ama a pessoa cheia de defeitos, que embora se reclame de uma característica ou outra, não se quer, nunca, estar longe de quem se ama... que não há uma idade para amar, namorar, se enamorar... isso é como o amor... adormece e se renova... que amar requer paciência, e que o amor da sua vida pode não agir exatamente como você espera e que vai ser necessário aprender a lidar com isso.

Aprendi que a vida pode ser leve, que viver bem é acumular mais que grana e status, viver bem requer leveza e jogo de cintura... requer generosidade, solidariedade... que a comida e a roupa devem ser sempre as melhores, que o carro deve ser confortável, a casa aconchegante... mas que pra tudo isso há que estudar e batalhar muito.

Aprendi que honestidade não preço, mas tem um valor inestimável, que sua consciência e reputação não podem se perder em nenhum momento, que todos os sonhos podem ser alcançados, mas que o caminho pra isso tem que ser SEMPRE o correto.

Aprendi que criar os filhos é um ato que exige amor e devoção, que não há dinheiro que forme uma pessoa, que isso precisa de uma base, uma base sólida e cheia de amor e que esse amor precisa ser incondicional. Que o filho não é só pra vc e que não vai fazer tudo como vc espera e que será necessário amá-lo ainda mais por isso

Aprendi que pais e filhos podem ser amigos, até devem e que não importa se você, de repente, demorou pra entender isso... que vc deve praticar essa amizade assim que vc descobrir o quão ela é necessária na sua vida.

Aprendi a dizer eu te amo, como se eu te amo fosse uma frase banal. Amar é isso, é simples, é diário, é cotidiano.

Aprendi que se deve pedir a benção, nunca mentir, e sempre pensar nos seus atos. Mas, ainda mais que isso, sempre se deve respeitar o outro e nunca, nunca mesmo, pensar ou falar algo de negativo em relação a quem quer que seja. Independente do que tenha acontecido... é a vida que resolve como aplicar as suas peças e não o que sentimos a respeito dos outros que define o que acontecerá a quem quer que seja....

Aprendi que família é, no fundo e ao final de qualquer situação, o que vai te sustentar quando toda a base cair.

Aprendi que preciso confiar em Deus.

Aprendi tanto... mas a minha felicidade maior é poder ter essas duas pessoas, sempre, pra poder continuar aprendendo, sempre mais.

Um feliz dia aos meus pais!!!

E que Deus nos conceda a benção de vivermos, ainda, mais dias na presença um do outro.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

dos caminhos... os tortuosos ;)

Postado Por Keth Postado As 10:49 Com Sem Comentarios
Mulheres..... universo complicado esse... 
(pelo menos no meu sentido de universo feminino "a nível de mim mesma" rs)

Uma hora você quer uma coisa com demasiada força e convicção e quando ela chega até você, o que existe, de verdade, é o medo!

Simples assim! 

Medo do óbvio, medo de ter o que se deseja e, mais que isso, um medo da previsibilidade de perder àquilo que vc, na verdade, ainda nem tem.

Ou seja, entre querer e aceitar, tem um caminho longo, árduo, cômico, interessante, inesperado... profundo!


Não estamos sempre prontos a aceitar, porque nunca estamos prontos a abrir mão.


Se eu corto as raízes antes que elas se aprofundem, de certa forma, fico com a ilusão de que doerá menos. Como se, por acaso, o vazio não doesse de forma tão devastadora.


A diferença do vazio e da presença é também a ilusão, a grata ilusão de que, no vazio, quem controla a situação é a gente, enquanto na presença, a situação está a cargo do outro...


Mulheres, aaaah, as mulheres....
(ai, ai, ai... aaaah, a Kethleen!rs)

Uma ou outra situação, vazio ou presença, é sempre nossa a responsabilidade da reação... no final das contas, somos só nós e o nosso travesseiro e todas as dores choradas no escuro do quarto.


A leveza dói... a verdade é essa... nunca estamos prontas pra ela... não assim, de uma hora pra outra.



Mas... talvez, quem sabe, de repente....

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

um ponto de vista egoísta, isso mesmo! ;)

Postado Por Keth Postado As 18:43 Com Sem Comentarios

Aquele momento na vida em que vc desiste... não de viver, mas de insistir... de tentar fazer a engrenagem funcionar como manda o figurino, de prestar contas, de tentar fazer tudo como todo mundo lhe fez acreditar que deveria ser feito...
 
É que não vai ser, realmente possível, aturar certas coisas, pessoas e situações por um sempre e constante tempo...
 
Eu cheguei naquele ponto em que me quero mais, quero me conhecer melhor, viver minhas experiências de forma mais egoísta, sem ter que associá-las a existência fundamental de um ente exterior a mim.
 
Eu sinto assim, essa urgência de mim... de curtir meu humor ruim e minha quietude boa, de ser silêncio, pranto, riso... de ser qualquer coisa, qualquer sentimento, de poder ser tudo e ser nada... mas de ser assim ou de qualquer jeito... qualquer coisa que se pareça e seja só "eu mesma"...
 
Eu não espero que o universo páre pra que eu me aproveite melhor, mas eu anseio com uma força devastadora que eu páre, que eu não necessite tanto assim de todo o universo... que eu me sinta assim, com mais força e intensidade...
 
Cheguei a essa conclusão, preciso me conhecer! Ou, pelo menos, me sentir!
 
Preciso me livrar dessa ansiedade incômoda de querer que alguém supra o que eu não sei exatamente como suprir, de esperar dos outros e, justamente por isso, me doar com toda a força que necessito receber... quero me dar, me dar muito e bem mais, mas quero fazer isso comigo, pra mim, de maneira calma, tranquila, possível... quero poder resolver isso comigo mesma, não pra me sentir necessariamente segura, mas pra poder me sentir frágil sem ter que me sentir ridícula por isso.
 
Quero muito aprender a dizer não pras minhas carências, especialmente àquelas que me levam a aceitar coisas, pessoas e situações que só vão me encher com um vazio absolutamente doloroso e constrangedor... Quero o silêncio pra ouvir meu coração, pra entender, de verdade, o que eu quero... pra aprender a esperar, esperar, não pelos outros, mas pelo meu próprio tempo.
 
Quero tantas coisas... mas todas elas são realmente muito egoístas... é como se eu quisesse engravidar de mim mesma, parir aquilo que eu ainda não conheço mas desejo conhecer intensa e verdadeiramente.
 
Ando cansada de pessoas... e não consigo me sentir culpada por isso... é como num filme, enquanto todo o mundo está gritando avassaladoramente, em sua volta só há silêncio... vc não consegue ouvir, ver, sentir... 
 
Existem tantas histórias... mas eu sinto e sinto de verdade, que todas elas vão perdendo a força, o brilho, a nuance, a cor, o cheiro... porque, no fundo, eu não estou em nenhuma delas. Quem está lá é uma mulher meio impulsiva, meio insegura, meio ansiosa, meio tanta coisa... mas nunca e profundamente algo que seja total, forte, intenso... amor!
 
Sinto falta de amar... mas não vou conseguir alcançar isso enquanto eu não estiver suficientemente enamorada de mim mesma....

quarta-feira, 6 de julho de 2011

e como se faz com o tempo?

Postado Por Keth Postado As 10:52 Com Sem Comentarios
Pra uma pessoa que sempre se disse intensa e cheia de paixões, encarar essa fase mais "realidade" é meio tortuoso... na verdade, não é ruim... mas é diferente.

Aos vinte a forma física ajudava mais que hoje, mas havia uma insegurança estranha, meio difícil de lidar... uma necessidade absurda de ser amada, de viver e morrer de amores. Era tudo tão pra ontem, tão urgente, tão absolutamente importante.

Dez anos depois, acredito ainda ter, sim, um pouco dessa urgência e intensidade. Mas surgiu uma tal preguiça... eu tenho vontade, eu até quero, mas eu não tenho tempo ou mesmo saco pra insistir... posso até insistir, mas por carência e, depois... o que fica, é preguiça, do mesmo jeito!

Aos trinta, pode até ser que a forma física dos vinte tenham ido embora, mas o que vc conhece e sabe do seu corpo é mais que suficiente pra que a tal insegurança evapore... ou que só apareça por puro charme, mas bem assim, sem força...

Não sei se é mesmo questão de idade, como me disse uma pessoa mto especial na minha vida:

 "Quanto a idade de fazer o que sente! Acho que essa idade não tem começo nem fim, “desde, claro, que isso não desrespeite ninguém".”

Mas, a questão, é: mesmo diante de todas estas certezas, eu confesso, eu gostaria de ter alguém... alguém pra me achar (uma) linda depois de 12 ou 14 horas de trabalho, alguém pra me mandar flores, uma mensagem ou me ligar no meio do dia, alguém com quem eu pudesse compartilhar um cd ou um vinho... alguém que estivesse perto, ao alcance do meu corpo, das minhas mãos, dos meus olhos... alguém que esqueça as coisas que eu falo quando encontro com o José (o cuervo)rs, que sabe dos meus exageros e não esquenta com eles, que saiba lidar comigo com leveza...

Mas me recuso a ter tudo isso ou até mais ou mesmo menos se a pessoa não tem a mínima intenção de ter compromisso. E olha, não falo de casar e ter filhos, isso eu já fiz. Falo de fato e de direito de respeito, lealdade, cumplicidade (essas coisas a tanto esquecida pela sociedade pós contemporânea, entende?).

Me recuso a abrir mão dessa minha solidão feminina em detrimento de gente escrota, que acha que ser o "cara legal" é o mesmo que ter liberdade pra aprontar uma vida de idiotices com a minha pessoa.

Tenho preguiça de gente assim, tanto quanto tenho preguiça de gente dramática.

Confesso que adoro sexo, mesmo e de verdade, mas já saí do espisódio "da vida adulta" em que sexo justifica muita coisa.

Preciso de mais, na verdade, acho que preciso não é o verbo correto. Quero mais, Anseio por mais... e isso não é algo do qual eu pense em abrir mão... não agora, nem pra depois.

terça-feira, 5 de julho de 2011

sob medida...

Postado Por Keth Postado As 10:57 Com Sem Comentarios
'É fácil amar o outro na mesa de bar, quando o papo é leve, o riso é farto, e o chope é gelado.
É fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco de domingo, nas festas agendadas no calendário do de vez em quando.
Difícil é amar quando o outro desaba. Quando não acredita em mais nada. E entende tudo errado. E paralisa. E se vitimiza. E perde o charme. O prazo. A identidade. A coerência. O rebolado.
Difícil amar quando o outro fica cada vez mais diferente do que habitualmente ele se mostra ou mais parecido com alguém que não aceitamos que ele esteja.
Difícil é permanecer ao seu lado quando parece que todos já foram embora. Quando as cortinas se abrem e ele não vê mais ninguém na plateia. Quando o seu pedido de ajuda, verbalizado ou não, exige que a gente saia do nosso egoísmo, do nosso sossego, da nossa rigidez, do nosso faz-de-conta, para caminhar humanamente ao seu encontro.
Difícil é amar quem não está se amando.
Mas esse talvez seja, sim, o tempo em que o outro mais precisa se sentir amado. Eu não acredito na existência de botões, alavancas, recursos afins, que façam as dores mais abissais desaparecerem, nos tempos mais devastadores, por pura mágica. Mas eu acredito na fé, na vontade essencial de transformação, no gesto aliado à vontade, e, especialmente, no amor que recebemos, nas temporadas difíceis, de quem não desiste da gente.'

 
 
 

 
Ana Jácomo
 
 

domingo, 26 de junho de 2011

De transformar limões em limonadas...

Postado Por Keth Postado As 20:15 Com 1 Comentario
Todos os dias, em diversas histórias, eu sempre escuto a famosa frase que diz que "não se deve criar expectativa"... é sempre a mesma história... e eu sempre tenho a mesma dúvida: se eu não posso esperar nada de uma pessoa, qual a razão, causa, motivo ou circunstância que me leva a dedicar algo a ela? Porque eu vou dispor do meu tempo, pensamento e bons sentimentos a quem não tem nada pra me oferecer?

Olha, a sociedade pós moderna que me desculpe, mas eu vou criar expectativas, sim! Eu quero o direito de esperar algo de bom dos outros. Posso?

O fato é que eu fui correr atrás do algo de bom que eu esperava de uma determinada pessoa e isso solicitou de mim, tempo, grana, muito pensamento e uma penca de sentimentos absolutamente bons. E, mesmo dedicando tudo isso a essa "busca" o resultado não foi dos melhores. Realmente, não tenho talento pra escrever histórias de amor, não se eu tiver que ser um dos personagens. Mas, eu tenho talento pra escrever a minha história, mesmo que fora dos padrões do que me contaram na infância enquanto finais felizes.

Nunca li que a Cinderela esperou que o príncipe fizesse isso ou aquilo outro, ela apenas esperou pelo príncipe. Simples assim. E eu, por não ter esse talento, eu espero tanto do príncipe... tanto quanto eu sou capaz de doar e fazer... eu espero reciprocidade. E isso, pra mim, também é, simples assim!

E, como vcs estão prevendo. Meu personagem príncipe não me foi nada recíproco. Ele foi um sacana bem da verdade. Só não contava era que a minha vida é uma sequência de coincidências inimagináveis e que, no que se refere a minha pessoa, ele teria sim, que enfrentar isso de frente... mesmo que o plano pra isso nem fosse meu.

Daí que foi isso que aconteceu e tudo que era tão bacana, tão legal e todo o mais, se fez fumaça. Se fez fumaça quando a pessoa resolveu me dizer que "as proporções das nossas expectativas eram diferentes". Porra! Proporções de expectativas? Mania que as pessoas tem de confundir minhas atitudes. Eu sempre explico que sou intensa, que gosto de demonstrar sentimentos de acordo com o que eu sinto e não da forma que a sociedade me diz pra fazer. Mas, porra, proporção de expectativa foi demais pra mim!

Ainda bem que eu tive toda a chance do mundo de verbalizar exatamente tudo que eu pensava e sentia em relação a tudo isso e o que se fez finito acabou que nem me doeu ou pareceu tão ruim ou sei lá o que mais que eu poderia dizer pra vcs. Só deixou de ser. E, agora, sou eu, a rainha do drama falando: só deixou de ser, simples assim! Dá pra acreditar? Vc consegue acreditar que deixou de ser e pronto. E foi isso? Pois, foi!

E quer saber... sem nenhum tipo de sentimento negativo a respeito da situação ou da pessoa... me senti madura com isso e, olha, eu não tenho esse nível de maturidade todo não... Portanto, eu tô contando pra vcs do que eu senti de verdade, de como isso foi. E é bacana esse sentimento todo. Esse deixar de ser todo assim tão cheio de verdade.

E, no meio disso tudo, quando era a desilusão que deveria me acompanhar... veio o inesperado mais louco já vivido até então. Sou eu que estou frisando a parte do "mais louco"... pq julgo o friso importantíssimo.

E foi assim, quando eu não me deixei ser infeliz porque uma pessoa não respeitou minhas expectativas (observe que respeitar é diferente de corresponder). E foi exatamente por não me deixar infelicitar por um desrespeito alheio que a vida me deu de presente algo que eu nem esperei, planejei, pensei, imaginei... mas, encontrei!

A vida no fundo é isso. Algo que não se planeja ou que pode sair diferente do planejado, enfim... e, eu ainda vou ter expectativa, sim! Sempre! 

Mas, quero seguir perto de quem me respeita, de quem me é leal, de quem é de verdade. O que não tá nesse pacote, bem... o que tá fora disso, está fora do que eu "espero" e, portanto, nem há de ser nada...

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Da vida prática

Postado Por Keth Postado As 20:31 Com 1 Comentario
O amor é lindo e a paixão pode até ser avassaladora, mas requerem tempo, certa dedicação e um tanto de desprendimento... e olha, é complicado manter a idéia de realidade em relação a essas coisas quando a rotina te consome... vc até experimenta seus momentos de solidão, mas até estes são facilmente vencidos pelo cansaço... vc até pensa em procurar por alguém, em conquistar ou somente se fazer conquistável... mas a qualquer sinal de dificuldade, já bate uma preguiça enorme... uma vontade significativa de se esconder no seu mundinho de obrigações e seguir vivendo...

A verdade é que existem transas, pessoas e envolvimentos que são pesados demais pra carregar quando você já não tem mais tempo e nem idade de lidar com idiotices... com os problemas de ego ou orgulho ou traumas ou sei lá o quê dos outros...

Traumas, eu já tenho os meus... sou deveras complicada, mas é uma complicação simples... eu só preciso falar... verbalizar as emoções com as quais eu não sei lidar... fora isso, eu me ajusto. E, justamente por isso, não restam, hoje, mais espaços na minha vida pra gente que quer complicar o que deve ser simples e leve...

Eu nem me importo em cuidar e zelar por alguém... mas eu me importo em ter que entender, interpretar gestos ou a falta deles, em ter que ser diferente do que eu sou, pq se eu desprezar o fulano ele vem atrás de mim... na boa, isso é coisa de gente doente. A pessoa tem que vir atrás quando eu demonstro claramente que estou afim... se eu demonstro o contrário, vir atrás é contrasenso.

Acho que estou com os pés no mundo dos adultos... acho que desejo mais que um monte de mimimis de gente crescida... acho que meus "achos" estão virando certezas, estão me fazendo desejar coisas mais simples, mais reais... e mais palatáveis...

E bem... eu continuo preferindo quem me faz sentir bem de forma mais simples, de um jeito mais de verdade...

terça-feira, 24 de maio de 2011

Manual do Primeiro Encontro (em construção)

Postado Por Keth Postado As 19:50 Com 2 Comentarios
Dicas para um primeiro encontro (nada) perfeito:

situação 1
Agende um local para encontrar o moço e se, quando você chegar, ele estiver conversando com outra mulher, assim que ele chegar dentro do seu carro (lembrando que esta é a primeira vez que vcs se encontram pessoalmente) questione logo quem é a moça com quem ele estava conversando e coloque pra tocar, em alto e bom som, Independentes Futebol Club do Ultraje a Rigor, seguida por Amante Profissional.


situação 2

Conheça um moço que quebrou a mão NUM ACIDENTE DE CARRO e que ainda encontra-se com o gesso, seja simpática, inteligente, engraçada... e convença-o a ir para casa de carona com vc! Então... BATA O CARRO! Depois sorria gentilmente e diga: relaxa, tá tudo bem! rs

situação 3
Diga que vc se chama por um nome diferente do seu, mas tenha a brilhante idéia de dar o número de telefone e o e-mail corretos. É importante que, antes de dar seu e-mail correto você tenha concedido várias entrevistas que digam d-e-t-a-l-h-a-d-a-m-e-n-t-e informações sobre você. Inclusive aqueles processos judiciais que a ex do seu ex moveu contra vc. O cara te joga no Google. Teu passado te condena. Brilhante!

essas situações cretinas, descritas acima, são baseadas em fatos reais :)


quinta-feira, 19 de maio de 2011

De inteiros e metades...

Postado Por Keth Postado As 12:53 Com Sem Comentarios
Eu gostaria de idealizar mais de vc, mas vc não deixa
Eu gostaria de criar mais expectativas com vc, mas vc não deixa
Eu gostaria de fazer planos com vc, mas vc não deixa
Eu queria fugir dessa minha realidade, mas vc não deixa

Existem tantos "eu queria" e pra todos eles existem os "vc não deixa"

O que vc me deixa é timidamente sem graça com a leveza que tem pra lidar com esse meu jeito extremamente inconstante de ser, com suas meias palavras, com seus meios gestos... com essas suas metades...

Todas as suas metades, me geram um enorme desejo de ter vc inteiro

Estes receios que, talvez, vc acredite que não demonstra existir, mas que saltam aos poros... esses seus receios se aconchegam e bem nessa minha falta deles, nesse meu mergulho rumo ao desconhecido... nesse desejo de transformar tantas metades em um todo, não em um único, mas em um e outro que se encaixem, que se façam dois, que tirem as aspas do "nós".

O meu único receio é que os meus inteiros não apeteçam às suas metades, que eles pareçam exagerados demais, que eles sejam solícitos demais, que eles se demonstrem tão instáveis quanto o são.

É tão complicado conceber certas coisas, especialmente, na vida adulta... é tão estranho pensar que tantas impossibilidades possam se concretizar, que certas distâncias, aparentemente intransponíveis, serão aproximadas... que certos improváveis podem ser possíveis.

E, da mesma forma, é muito angustiante sentir e pensar no que não se pode definir, entender, especificar, "desenhar"... pq afinal, a gente sempre tem essa necessidade de dar nome e cara as coisas... uma sensação que é boa, não poderia ser chamada de angustia, mas pode ser chamada de quê?

Eu acho que estou com medo... acho que estou absolutamente assustada com esse desconhecido que me é tão reconhecível...

quarta-feira, 18 de maio de 2011

se eu tivesse que me descrever....

Postado Por Keth Postado As 06:36 Com Sem Comentarios
"Eu nunca fui uma moça bem-comportada.

Pudera...

Nunca tive vocação pra alegria tímida, pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal resolvido sem soluços.
Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo.

Não estou aqui pra que gostem de mim.
Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho.
E pra seduzir somente o que me acrescenta.

Adoro a poesia e gosto de descascá-la até a fratura exposta da palavra.
A palavra é meu inferno e minha paz.
 
Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que me deixa exausta.
Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo.
Sei chorar toda encolhida abraçando as pernas.
Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa.
Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar...
 
Eu acredito é em suspiros, mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes, em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente.

Acredito em coisas sinceramente compartilhadas.
Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma, no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo.
Eu acredito em profundidades.
 
E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos.
São eles que me dão a dimensão do que sou."

Marla de Queiroz

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Então??? Vemmm!!! =)

Postado Por Keth Postado As 08:26 Com Sem Comentarios

terça-feira, 10 de maio de 2011

Encaixáveis...

Postado Por Keth Postado As 08:37 Com Sem Comentarios

Existem pessoas que insitem tanto em fazer parte da sua vida que acabam alcançando aquela lista de "insuportáveis" que todo mundo acumula... porque eu realmente acho sandice de uma pessoa me ligar para falar de contas a pagar ou me "tocar" (me) dando cutuveladas no meio de uma festa... Gente assim deveria levar choque nos mamilos logo cedo, que é pra ver se começava o dia bem.

O bom, do tal equilíbrio do universo, é que pra gente assim, existem àquelas que chegam sem precisar pedir licença... sem precisar de um anúncio, de um preparo... elas chegam, justamente, pra dar leveza, pra fazer parte do que é encaixável...

E tem coisa melhor do que encontrar gente assim... e falo de encontros mesmo, desses bem ao acaso, bem com cara de nada a ver... no lugar e na hora mais impróvavel, com todos os pré e pós requisitos para o nada... e que contrariando esse tipo de lógica apressada, acaba acontecendo e sendo deliciosamente bom!

E é dessa parte da descoberta que eu estou gostando... de encontrar onde não existia a possibilidade, a possibilidade de algo bom... de ter que desacelerar, de experimentar um dia de cada vez e para cada dia sua própria vivência, de não atropelar o tempo, porque afinal "temos tempo"...

Gente que usa a expressão "temos tempo" em contextos como esses, sempre deixam a sensação de sequência e possibilidade... e é desse tipo de gente que quero estar perto, mesmo que fisicamente distante...

Porque ao pensar no tempo, eu logo concluo que já tive tempo para entender que pior que a distância física é estar perto de alguém e se sentir distante emocionalmente... porque, afinal,  está longe e se sentir perto, isso, olha, isso é absolutamente gostoso!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O sol se enamora da lua assim, amiúde...

Postado Por Keth Postado As 12:44 Com Sem Comentarios

Num universo não muito distante, demonstrar sentimentos é mais complicado que sentí-los... é como uma pessoa intensa tentar ser contida... isso, definitivamente não acontece de maneira "clara e certa"... e, por conta disso, sempre haverão espaços para que confusões, inclusive e especialmente, de interpretações, aconteçam.

O fato é que é bom, é absolutamente palatável, gostoso de viver... mas não é, ainda (e o ainda frisa possibilidade) assim tão forte... o fato é que cotidianamente, faz bem, agrada aos olhos, ouvidos, sentidos... mas não é uma regra, uma obrigação... vem e vai na intensidade da vontade...

Mas fatos são acontecimentos, e o que vale enquanto sensações desses fatos, como dizer?

Sentir algo assim tão desprendido e desmedido e, paradoxalmente, contido e regulado é assustador, mas é delicioso, porque desafia o descobrimento de fatos encobertos, até empoeirados, de características peculiares, mas absolutamente coincidentes.

É o paradoxo do sol e da lua... sob a pele, na rotina, na história... não se podem, mas se querem... se enamoram, burlam regras...

São astros inspiradores, geram histórias, comparativos...

Mas, talvez até pela própria distância que sol e lua compartilham, também não se colocam como pertencentes... se querem, se pensam em proximidade, mas se mantém bem centrados dentro de suas distâncias... e tanto equilíbrio, torna essa curiosidade, algo interessante e instigante também...

Afinal, como se comportam, ambos, num eclipse... além de brincadeiras e diferenças, o que é que mexe efetivamente com cada um? Em que ponto, os eclipses os aproximam? E em que ponto os distanciam mais?