Num universo não muito distante, demonstrar sentimentos é mais complicado que sentí-los... é como uma pessoa intensa tentar ser contida... isso, definitivamente não acontece de maneira "clara e certa"... e, por conta disso, sempre haverão espaços para que confusões, inclusive e especialmente, de interpretações, aconteçam.
O fato é que é bom, é absolutamente palatável, gostoso de viver... mas não é, ainda (e o ainda frisa possibilidade) assim tão forte... o fato é que cotidianamente, faz bem, agrada aos olhos, ouvidos, sentidos... mas não é uma regra, uma obrigação... vem e vai na intensidade da vontade...
Mas fatos são acontecimentos, e o que vale enquanto sensações desses fatos, como dizer?
Sentir algo assim tão desprendido e desmedido e, paradoxalmente, contido e regulado é assustador, mas é delicioso, porque desafia o descobrimento de fatos encobertos, até empoeirados, de características peculiares, mas absolutamente coincidentes.
É o paradoxo do sol e da lua... sob a pele, na rotina, na história... não se podem, mas se querem... se enamoram, burlam regras...
São astros inspiradores, geram histórias, comparativos...
Mas, talvez até pela própria distância que sol e lua compartilham, também não se colocam como pertencentes... se querem, se pensam em proximidade, mas se mantém bem centrados dentro de suas distâncias... e tanto equilíbrio, torna essa curiosidade, algo interessante e instigante também...
Afinal, como se comportam, ambos, num eclipse... além de brincadeiras e diferenças, o que é que mexe efetivamente com cada um? Em que ponto, os eclipses os aproximam? E em que ponto os distanciam mais?

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