Existem pessoas que insitem tanto em fazer parte da sua vida que acabam alcançando aquela lista de "insuportáveis" que todo mundo acumula... porque eu realmente acho sandice de uma pessoa me ligar para falar de contas a pagar ou me "tocar" (me) dando cutuveladas no meio de uma festa... Gente assim deveria levar choque nos mamilos logo cedo, que é pra ver se começava o dia bem.
O bom, do tal equilíbrio do universo, é que pra gente assim, existem àquelas que chegam sem precisar pedir licença... sem precisar de um anúncio, de um preparo... elas chegam, justamente, pra dar leveza, pra fazer parte do que é encaixável...
E tem coisa melhor do que encontrar gente assim... e falo de encontros mesmo, desses bem ao acaso, bem com cara de nada a ver... no lugar e na hora mais impróvavel, com todos os pré e pós requisitos para o nada... e que contrariando esse tipo de lógica apressada, acaba acontecendo e sendo deliciosamente bom!
E é dessa parte da descoberta que eu estou gostando... de encontrar onde não existia a possibilidade, a possibilidade de algo bom... de ter que desacelerar, de experimentar um dia de cada vez e para cada dia sua própria vivência, de não atropelar o tempo, porque afinal "temos tempo"...
Gente que usa a expressão "temos tempo" em contextos como esses, sempre deixam a sensação de sequência e possibilidade... e é desse tipo de gente que quero estar perto, mesmo que fisicamente distante...
Porque ao pensar no tempo, eu logo concluo que já tive tempo para entender que pior que a distância física é estar perto de alguém e se sentir distante emocionalmente... porque, afinal, está longe e se sentir perto, isso, olha, isso é absolutamente gostoso!

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