Eu gostaria de idealizar mais de vc, mas vc não deixa
Eu gostaria de criar mais expectativas com vc, mas vc não deixa
Eu gostaria de fazer planos com vc, mas vc não deixa
Eu queria fugir dessa minha realidade, mas vc não deixa
Existem tantos "eu queria" e pra todos eles existem os "vc não deixa"
O que vc me deixa é timidamente sem graça com a leveza que tem pra lidar com esse meu jeito extremamente inconstante de ser, com suas meias palavras, com seus meios gestos... com essas suas metades...
Todas as suas metades, me geram um enorme desejo de ter vc inteiro
Estes receios que, talvez, vc acredite que não demonstra existir, mas que saltam aos poros... esses seus receios se aconchegam e bem nessa minha falta deles, nesse meu mergulho rumo ao desconhecido... nesse desejo de transformar tantas metades em um todo, não em um único, mas em um e outro que se encaixem, que se façam dois, que tirem as aspas do "nós".
O meu único receio é que os meus inteiros não apeteçam às suas metades, que eles pareçam exagerados demais, que eles sejam solícitos demais, que eles se demonstrem tão instáveis quanto o são.
É tão complicado conceber certas coisas, especialmente, na vida adulta... é tão estranho pensar que tantas impossibilidades possam se concretizar, que certas distâncias, aparentemente intransponíveis, serão aproximadas... que certos improváveis podem ser possíveis.
E, da mesma forma, é muito angustiante sentir e pensar no que não se pode definir, entender, especificar, "desenhar"... pq afinal, a gente sempre tem essa necessidade de dar nome e cara as coisas... uma sensação que é boa, não poderia ser chamada de angustia, mas pode ser chamada de quê?
Eu acho que estou com medo... acho que estou absolutamente assustada com esse desconhecido que me é tão reconhecível...
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