segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Suavemente e amiúde

Postado Por Keth Postado As 13:08 Com 1 Comentario
Existem pessoas ácidas, que fazem mal quando estão por perto, quando fazem parte, quando têm espaço...

Mas, para todo o "Esqueleto" há o "He-Man"

Para toda pessoa ácida, também existem as palatáveis, as que nem são absolutamente doces ou salgadas ou além ou aquém, as que são suavemente "encaixáveis", que chegam de maneira leve, que propiciam um sentir que é um quase viver.

Essas pessoas tem o dom de tirar certas vendas dos nossos olhos, certos pesos que, "sabe-se-lá-porque" a gente insiste em carregar. E de repente, de uma hora pra outra, as coisas tomam um rumo tão mais gostoso e suave e intenso e bom.

Nem é realmente necessário que permaneçam, mas é imprescindível que SEJAM.

Também não é vital que cumpra todos os protocolos, mas é tão bacana se vier com adicionais de fábrica, daqueles que correspondem as pequenas vontades que gostamos de vivenciar.

É bom também que tenha um "quê" de defeitos absolutamente chatos, só pra gente não exagerar na dose do espaço que cabe a cada um

É bom  que venha, que seja, que aconteça e que seja indelével...

Además, fica a cargo de cada um de nós, exorcizar nossos próprios fantasmas, dar a importância real a cada coisa... nem amplificar tampouco minimizar... viver em plenitude e, se possível, amiúde.



*amiúde - Com frequência; repetidas vezes; a miúdo; FREQUENTEMENTE (fonte: Aulete)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O avesso do avesso do avesso

Postado Por Keth Postado As 11:38 Com Sem Comentarios
Eu crio regras que não cumpro
E fantasmas que não exorciso 
E amores que eu desamo 
E "des-amores" que eu "re-amo" 
E tenho medos que não curo 
E segredos que revelo 
E verdades que não digo
Eu sou toda de avessos...

Entendi que as minhas regras pessoais ou mesmo as sociais que me foram impostas, não vão me proporcionar o que anseio, não vão renovar minhas expectativas, nem meus sonhos, nem minha fé...

A única coisa que tantas regras proporcionam, no máximo, é a segurança.

Mas a pura e simples idéia de segurança, para uma pessoa feita de urgências, parece tão pouco...

As minhas urgências me tomam inteira e me fazem parecer [ainda mais] contraditória, porque eu posso querer assim, tão pra agora o que eu evitava até o segundo anterior... mas isso, em si, é mais uma [outra] forma contráditória de fazer o que eu realmente queria e buscava, mas não tinha coragem suficiente pra assumir, até que chegasse o momento em que negar não seria mais possível. 

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Das urgências

Postado Por Keth Postado As 05:56 Com Sem Comentarios
De todas as coisas que me circundam nesse momento da minha vida, a que eu mais sinto falta, é daquela sensação de urgência, daquela vontade que não se explica, da necessidade que nunca é saciada, daquele quase sufocar de sentimentos e sensações, que arrepiam a pele e que parecem promover rajadas de vento na espinha dorçal...

E de todas essas vontades do que [ainda] não vem, do que [ainda] não acontece, só me mostram que... não, eu não "quero a sorte de um amor tranquilo"... eu quero a sorte de amar!


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Do que não precisa ser explicado

Postado Por Keth Postado As 05:16 Com Sem Comentarios

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Postado Por Keth Postado As 05:44 Com Sem Comentarios
Porque já não é mais possível aceitar o pouco, eu quero o tudo...

terça-feira, 9 de novembro de 2010

das pausas....

Postado Por Keth Postado As 07:10 Com Sem Comentarios
Não acho que seja essa dificuldade que tenho com o desapego...

Acho até que a dificuldade está muito mais associada a essa necessidade de tentar até o último suspiro...

Ou quem sabe, a essa mania antipática de verbalizar tudo...

Simplesmente, não vou ter uma explicação plausível.

Mas, já tenho uma certeza...

Estamos deixando de ser "nós", como quem quase nunca o foi... embora, saibamos que, nem todas as lógicas nos deixam enganar... o éramos, o fomos, o estávamos sendo...

E isso nem é o que mais me dói...

Eu não gosto é de tudo que vai ficar silenciado, velado, escondido num íntimo, indelével... e eu fico imaginando que tipos de olhares se trocam num momento que sucede toda esta obviedade, como devem se movimentar o corpo e os olhares, de que forma as coisas se ajustam, num desajuste tão singelo.

E eu conheço esse querer tão recíproco, ele me é cativo e familiar, eu conheço o que não se faz necessário verbalizar, o que salta a todas as artimanhas que usamos para não escancarar o que nos salta aos poros e nos trai na pele.

E tanto quanto, eu conheço todas essas paredes que erguemos, individualmente, para que o "nós" nunca o seja suficientemente além da sutil segurança que sentimos quando somos "cada um"

E vamos traçando caminhos paralelos sempre que seguimos um na direção do outro, em busca de uma sensação íntima de que a entrega que experimentamos não é nada além de afinidade, mesmo sabendo que nenhum momento "nosso" se faz de "um" momento, embora, ambos, tracemos as linhas que nos levam ao que conhecemos tão bem e ao que nos torna tão palatáveis.

Afinal, por mais que forasteiros tentem usar a idéia, quem me apetece, é você... e eu entendo, muitíssimo bem, o nível de reciprocidade desse apetecimento...

Mas, não aprendi a me bastar... eu quero para além... eu quero tudo isso, mas com um pouco mais do que também me faz bem...

E essa minha certeza de mim mesma, me faz entender que, ainda que sua, não posso mais me permitir, te pertencer...

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

“Te amando devagar e urgentemente”

Postado Por Keth Postado As 17:00 Com 1 Comentario
Existem tantas formas de amar uma pessoa e outras tantas maneiras de descobrir cada uma dessas formas...

Existem sempre possibilidades de tentar acertar, de tentar fazer as coisas da melhor maneira possível e, junto com estas, existe também a possibilidade do erro, o risco, a forma menos palatável de lidar com essas situações.

Existe uma dualidade, um paradoxo... e no meio disso tudo, existimos nós.

É que os sentimentos não têm uma maneira determinada de funcionar, uma forma de ser específica, eles florescem e saltam à flor da pele, pedindo, quase implorando, para ser, minimamente, experimentado. Mas, a maneira que isso vai ocorrer é, geralmente, o elemento surpresa, é o que não se mostra logo “de cara”.

Então, a gente constrói as relações para tentar viver as emoções.

Como me disse recentemente uma amiga, “ruim não é gostar, ruim é se acostumar” e, é aí, onde transformamos o que sentimos nas idéias ou nos ideais de como as coisas devem ser, de como as expectativas (nossas) devem ser supridas, do quanto precisamos, necessitamos, até, de tantas coisas que, sequer, imaginávamos querer anteriormente.

E então a vida real com essas manias malucas que inventa, pra brincar com a gente, vem e gera uma reviravolta, mudando o curso de todos os planos egoístas que construímos na proporção da responsabilidade que jogamos para o outro, tirando a falsa idéia de segurança e controle que achávamos ter e impondo uma nova situação.

Colocando, porém, junto a isso, uma série de novas possibilidades para viver os sentimentos (sejam novos ou os mesmos de outrora), de superar o que não saiu exatamente como o planejado, de nos fazer proceder de outra ou outras formas...

Experimentar isso da vida é tão intenso, tão incrível, porque é possível amar e se relacionar com uma mesma pessoa de tantas formas, com tantos pesos e medidas diferentes, com expectativas e perspectivas tantas que sequer imaginamos. E descobrir isso pode ser absolutamente gostoso e interessante.

O fato é que a gente acaba sofrendo tanto por aquilo que não tem e dando o tom de dor que a gente dá as situações de forma unilateral, ou  então, acabamos ansiando de forma demasiada por aquilo ou àquele que, de fato, não vai suprir nossa expectativa.

O fato é que, conscientes ou não, criamos formas de nos sabotar, inventamos impossibilidades pra poder sentir essas dores do coração, nos apegamos muito mais as impossibilidades do que às facilidades.

Talvez alguém tenha nos dito e nós tenhamos acreditado que “o que é difícil é mais gostoso”... mas, tenho entendido, de maneira deliciosa, que o que é bom é ser amada e, se possível, da forma mais leve e entregue possível, sem dificuldades desnecessárias, sem sofrimentos gerados pela incapacidade que possamos ter de aceitar a felicidade

É que amar e ser amada são coisas que acontecem para serem boas, para valer a pena e para revigorar a alma. E isso não tem preço e nem pode ser desmerecido!

*Título é extraído de um trecho da música Todo o Sentimento do Chico Buarque

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Postado Por Keth Postado As 13:37 Com 1 Comentario
Ele: vc não era assim...
Eu: Assim quer dizer melhor ou pior?
Ele: Romântica.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Dos medos e da força de amar...

Postado Por Keth Postado As 14:13 Com Sem Comentarios
Interessante essa capacidade humana de transformar obviedades em dramas, parece que com um pouco de drama, as coisas se agigantam... mas, só parece.

Experimentar o amor em diversas nuances é algo tão palatável, mas que no final das contas, alimenta e muito essa capacidade criativa que EU tenho para o drama.

No momento atual, há uma carência que não se explica, porque, putz, como é difícil ser carente de qualquer outra coisa que não sejam as pessoas... pq quando se quer uma pessoa, pronto, seu foco já foi dado, sua direção de drama já tem destino certo... mas e quando não? Quando existe a ou as pessoas, mas ainda há uma falta... uma ausência de não sei o quê, como faz?

Na boa... sem dramas... :)

Se a ausência não tem destino certo, é porque no fundo, nem faz essa falta toda, porque não dá pra sentir mesmo muita falta do que não se sabe ou não se conhece.

Por um momento, entendi como dissabor, desamor... mas, como falar nisso tudo, já que houveram tantos amores e sabores tantos... não dá pra desmerecer ou diminuir àquilo que já não tem a intensidade do passado, porque, no seu momento, o foi. Na sua hora, se fez, portanto, valeu à pena!

O drama, é parte do processo, pelo menos dos meus... mas entendo que não é mais àquele que está a me guiar.

Tem sido muito bom experimentar o lado bom de situações que nem sempre foram tão boas... ser amada de uma maneira diferente, cortejada de formas ainda desconhecidas ou, pelo menos, que não foram vividas no pretérito... toda descoberta tem seu Q de Delícia e toda Delícia deve sim, ser, no mínimo, apreciada!

Porque, os medos, na verdade, não têm mais forças que a nossa capacidade de amar!

E viva as mudanças da vida!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

"O que será ser sua sem você" ?

Postado Por Keth Postado As 06:55 Com Sem Comentarios
Estou descobrindo... embora meu coração quisesse conhecer outro tipo de pertencimento...





*A frase do título foi retirada da canção Abandono, de Chico Buarque

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Memórias gustativas

Postado Por Keth Postado As 12:07 Com Sem Comentarios
Existem sabores que tem gosto de emoção, que com uma única mordida nos remete a algum lugar ou alguma pessoa ou alguma situação que apreciamos... são as memórias gustativas que nos fazem viajar nessa imensidão chamada tempo...


Sempre que eu mordo um figo em calda eu lembro do tempo que eu era criança e minha mãe fazia bolos pra "ajudar nas despesas de casa" (gosto dessa expressão rs)

Os bolos da minha mãe eram recheados com figos em calda e eu era encarregada de cortá-los em pedaços pequenos... nossa, como eu comia figos escondido! rs

Pra rememorar isso, não necessito de mais que uma unidade, uma vez perdida, pra me lembrar desse momento tão bom.

Algumas coisas na vida, são assim... não necessitam de doses altíssimas para que possamos sentir o sabor e as sensações que nos causam...

Algumas coisas na vida, em doses homeopáticas, podem aplacar muitas coisas, inclusive a saudade, que por mais gostosa que seja, ainda vai ter esse nome e causar essa sensação de ausência, de falta

do que eu também não entendo

Postado Por Keth Postado As 09:09 Com Sem Comentarios
Poderíamos falar de sentimentos sob todos os aspectos, eu mesma já participei de algumas edições de relacionamentos, ops, será mesmo que sentimentos e relacionamentos devem ser utilizados na mesma frase?

Numa idéia de "coisas de acordo com o que eu quero" seria isso, mas no meu mundo real tenho experimentado outras formas de sentir...

Como tudo que é novo, a primeira emoção, mais forte, nesse meu novo universo, foi a ansiedade, se é que esta danada pode ser tratada como uma emoção, digamos que eu fui tão tomada por ela que perdi a visão de outras coisas que poderiam estar no entorno

Não sei você, mas quando eu estou na ansiedade, tem coisas que, definitivamente, vão funcionar de maneira desastrosa, pra que depois eu, na minha infinita necessidade de esclarecer o que está esclarecido, mas eu teimo em achar que não, vá juntando os cacos que esse furacão deixou em mim

Mas, para além da ansiedade me vem também as urgências, os "desejos, necessidades e vontades", vem um turbilhão mesmo, uma situação nova, com tudo novo, inclusive com minha adolescência tardia que não sabe lidar com tudo que vai se achegando

E no fundo, apesar de todos os pontos negativos que esse emaranhado de sensações possa demonstrar, eu gosto, eu aprecio, e vou degustando cada gole desse cálice, num medo assustador que esta bebida que me inebria agora, se acabe, se esvaia...

Eu gosto desse gosto, eu espero por essa sensação com todas as dúvidas que um noivo experimenta no altar.

Não sei onde estou pisando, e me perco na instabilidade que os dois lados dessa história apresentam, eu tropeço, eu dou mancada, mas eu não caio e nem deixo de seguir, nem de sentir, nem de querer.

Já não me bastam as certezas da vida prática e a sapiência do que é e do que não pode ser, estas certezas todas são tudo que eu não quero agora, por mais que estas sejam, enfim, a única coisa que eu tenho.

Assim, descubro bem devagar, que entre sentir e viver o sentimento existem distâncias intransponíveis, e essa descoberta me parece absolutamente avassaladora, agora... porque existem histórias que vão ser só isso, histórias, assim como existem situações que não vamos conseguir transformar em histórias... mas, nada disso, de forma nenhuma, altera esse vulcão dentro de mim.

Estou em erupção e, pra ser sincera, não me parece tão ruim agora...

Iniciando os trabalhos

Postado Por Keth Postado As 08:47 Com Sem Comentarios
E então, voltando ao mundo da blogsfera, pra deixar soltos alguns devaneios e compartilhar aquilo que já não cabe mais em mim... Vejamos o que nos aguarda!