Eu crio regras que não cumpro
E fantasmas que não exorciso
E amores que eu desamo
E "des-amores" que eu "re-amo"
E tenho medos que não curo
E segredos que revelo
E verdades que não digo
Eu sou toda de avessos...
Entendi que as minhas regras pessoais ou mesmo as sociais que me foram impostas, não vão me proporcionar o que anseio, não vão renovar minhas expectativas, nem meus sonhos, nem minha fé...
A única coisa que tantas regras proporcionam, no máximo, é a segurança.
Mas a pura e simples idéia de segurança, para uma pessoa feita de urgências, parece tão pouco...
As minhas urgências me tomam inteira e me fazem parecer [ainda mais] contraditória, porque eu posso querer assim, tão pra agora o que eu evitava até o segundo anterior... mas isso, em si, é mais uma [outra] forma contráditória de fazer o que eu realmente queria e buscava, mas não tinha coragem suficiente pra assumir, até que chegasse o momento em que negar não seria mais possível.
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