terça-feira, 9 de novembro de 2010

das pausas....

Postado Por Keth Postado As 07:10 Com Sem Comentarios
Não acho que seja essa dificuldade que tenho com o desapego...

Acho até que a dificuldade está muito mais associada a essa necessidade de tentar até o último suspiro...

Ou quem sabe, a essa mania antipática de verbalizar tudo...

Simplesmente, não vou ter uma explicação plausível.

Mas, já tenho uma certeza...

Estamos deixando de ser "nós", como quem quase nunca o foi... embora, saibamos que, nem todas as lógicas nos deixam enganar... o éramos, o fomos, o estávamos sendo...

E isso nem é o que mais me dói...

Eu não gosto é de tudo que vai ficar silenciado, velado, escondido num íntimo, indelével... e eu fico imaginando que tipos de olhares se trocam num momento que sucede toda esta obviedade, como devem se movimentar o corpo e os olhares, de que forma as coisas se ajustam, num desajuste tão singelo.

E eu conheço esse querer tão recíproco, ele me é cativo e familiar, eu conheço o que não se faz necessário verbalizar, o que salta a todas as artimanhas que usamos para não escancarar o que nos salta aos poros e nos trai na pele.

E tanto quanto, eu conheço todas essas paredes que erguemos, individualmente, para que o "nós" nunca o seja suficientemente além da sutil segurança que sentimos quando somos "cada um"

E vamos traçando caminhos paralelos sempre que seguimos um na direção do outro, em busca de uma sensação íntima de que a entrega que experimentamos não é nada além de afinidade, mesmo sabendo que nenhum momento "nosso" se faz de "um" momento, embora, ambos, tracemos as linhas que nos levam ao que conhecemos tão bem e ao que nos torna tão palatáveis.

Afinal, por mais que forasteiros tentem usar a idéia, quem me apetece, é você... e eu entendo, muitíssimo bem, o nível de reciprocidade desse apetecimento...

Mas, não aprendi a me bastar... eu quero para além... eu quero tudo isso, mas com um pouco mais do que também me faz bem...

E essa minha certeza de mim mesma, me faz entender que, ainda que sua, não posso mais me permitir, te pertencer...

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