terça-feira, 24 de maio de 2011

Manual do Primeiro Encontro (em construção)

Postado Por Keth Postado As 19:50 Com 2 Comentarios
Dicas para um primeiro encontro (nada) perfeito:

situação 1
Agende um local para encontrar o moço e se, quando você chegar, ele estiver conversando com outra mulher, assim que ele chegar dentro do seu carro (lembrando que esta é a primeira vez que vcs se encontram pessoalmente) questione logo quem é a moça com quem ele estava conversando e coloque pra tocar, em alto e bom som, Independentes Futebol Club do Ultraje a Rigor, seguida por Amante Profissional.


situação 2

Conheça um moço que quebrou a mão NUM ACIDENTE DE CARRO e que ainda encontra-se com o gesso, seja simpática, inteligente, engraçada... e convença-o a ir para casa de carona com vc! Então... BATA O CARRO! Depois sorria gentilmente e diga: relaxa, tá tudo bem! rs

situação 3
Diga que vc se chama por um nome diferente do seu, mas tenha a brilhante idéia de dar o número de telefone e o e-mail corretos. É importante que, antes de dar seu e-mail correto você tenha concedido várias entrevistas que digam d-e-t-a-l-h-a-d-a-m-e-n-t-e informações sobre você. Inclusive aqueles processos judiciais que a ex do seu ex moveu contra vc. O cara te joga no Google. Teu passado te condena. Brilhante!

essas situações cretinas, descritas acima, são baseadas em fatos reais :)


quinta-feira, 19 de maio de 2011

De inteiros e metades...

Postado Por Keth Postado As 12:53 Com Sem Comentarios
Eu gostaria de idealizar mais de vc, mas vc não deixa
Eu gostaria de criar mais expectativas com vc, mas vc não deixa
Eu gostaria de fazer planos com vc, mas vc não deixa
Eu queria fugir dessa minha realidade, mas vc não deixa

Existem tantos "eu queria" e pra todos eles existem os "vc não deixa"

O que vc me deixa é timidamente sem graça com a leveza que tem pra lidar com esse meu jeito extremamente inconstante de ser, com suas meias palavras, com seus meios gestos... com essas suas metades...

Todas as suas metades, me geram um enorme desejo de ter vc inteiro

Estes receios que, talvez, vc acredite que não demonstra existir, mas que saltam aos poros... esses seus receios se aconchegam e bem nessa minha falta deles, nesse meu mergulho rumo ao desconhecido... nesse desejo de transformar tantas metades em um todo, não em um único, mas em um e outro que se encaixem, que se façam dois, que tirem as aspas do "nós".

O meu único receio é que os meus inteiros não apeteçam às suas metades, que eles pareçam exagerados demais, que eles sejam solícitos demais, que eles se demonstrem tão instáveis quanto o são.

É tão complicado conceber certas coisas, especialmente, na vida adulta... é tão estranho pensar que tantas impossibilidades possam se concretizar, que certas distâncias, aparentemente intransponíveis, serão aproximadas... que certos improváveis podem ser possíveis.

E, da mesma forma, é muito angustiante sentir e pensar no que não se pode definir, entender, especificar, "desenhar"... pq afinal, a gente sempre tem essa necessidade de dar nome e cara as coisas... uma sensação que é boa, não poderia ser chamada de angustia, mas pode ser chamada de quê?

Eu acho que estou com medo... acho que estou absolutamente assustada com esse desconhecido que me é tão reconhecível...

quarta-feira, 18 de maio de 2011

se eu tivesse que me descrever....

Postado Por Keth Postado As 06:36 Com Sem Comentarios
"Eu nunca fui uma moça bem-comportada.

Pudera...

Nunca tive vocação pra alegria tímida, pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal resolvido sem soluços.
Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo.

Não estou aqui pra que gostem de mim.
Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho.
E pra seduzir somente o que me acrescenta.

Adoro a poesia e gosto de descascá-la até a fratura exposta da palavra.
A palavra é meu inferno e minha paz.
 
Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que me deixa exausta.
Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo.
Sei chorar toda encolhida abraçando as pernas.
Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa.
Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar...
 
Eu acredito é em suspiros, mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes, em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente.

Acredito em coisas sinceramente compartilhadas.
Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma, no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo.
Eu acredito em profundidades.
 
E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos.
São eles que me dão a dimensão do que sou."

Marla de Queiroz

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Então??? Vemmm!!! =)

Postado Por Keth Postado As 08:26 Com Sem Comentarios

terça-feira, 10 de maio de 2011

Encaixáveis...

Postado Por Keth Postado As 08:37 Com Sem Comentarios

Existem pessoas que insitem tanto em fazer parte da sua vida que acabam alcançando aquela lista de "insuportáveis" que todo mundo acumula... porque eu realmente acho sandice de uma pessoa me ligar para falar de contas a pagar ou me "tocar" (me) dando cutuveladas no meio de uma festa... Gente assim deveria levar choque nos mamilos logo cedo, que é pra ver se começava o dia bem.

O bom, do tal equilíbrio do universo, é que pra gente assim, existem àquelas que chegam sem precisar pedir licença... sem precisar de um anúncio, de um preparo... elas chegam, justamente, pra dar leveza, pra fazer parte do que é encaixável...

E tem coisa melhor do que encontrar gente assim... e falo de encontros mesmo, desses bem ao acaso, bem com cara de nada a ver... no lugar e na hora mais impróvavel, com todos os pré e pós requisitos para o nada... e que contrariando esse tipo de lógica apressada, acaba acontecendo e sendo deliciosamente bom!

E é dessa parte da descoberta que eu estou gostando... de encontrar onde não existia a possibilidade, a possibilidade de algo bom... de ter que desacelerar, de experimentar um dia de cada vez e para cada dia sua própria vivência, de não atropelar o tempo, porque afinal "temos tempo"...

Gente que usa a expressão "temos tempo" em contextos como esses, sempre deixam a sensação de sequência e possibilidade... e é desse tipo de gente que quero estar perto, mesmo que fisicamente distante...

Porque ao pensar no tempo, eu logo concluo que já tive tempo para entender que pior que a distância física é estar perto de alguém e se sentir distante emocionalmente... porque, afinal,  está longe e se sentir perto, isso, olha, isso é absolutamente gostoso!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O sol se enamora da lua assim, amiúde...

Postado Por Keth Postado As 12:44 Com Sem Comentarios

Num universo não muito distante, demonstrar sentimentos é mais complicado que sentí-los... é como uma pessoa intensa tentar ser contida... isso, definitivamente não acontece de maneira "clara e certa"... e, por conta disso, sempre haverão espaços para que confusões, inclusive e especialmente, de interpretações, aconteçam.

O fato é que é bom, é absolutamente palatável, gostoso de viver... mas não é, ainda (e o ainda frisa possibilidade) assim tão forte... o fato é que cotidianamente, faz bem, agrada aos olhos, ouvidos, sentidos... mas não é uma regra, uma obrigação... vem e vai na intensidade da vontade...

Mas fatos são acontecimentos, e o que vale enquanto sensações desses fatos, como dizer?

Sentir algo assim tão desprendido e desmedido e, paradoxalmente, contido e regulado é assustador, mas é delicioso, porque desafia o descobrimento de fatos encobertos, até empoeirados, de características peculiares, mas absolutamente coincidentes.

É o paradoxo do sol e da lua... sob a pele, na rotina, na história... não se podem, mas se querem... se enamoram, burlam regras...

São astros inspiradores, geram histórias, comparativos...

Mas, talvez até pela própria distância que sol e lua compartilham, também não se colocam como pertencentes... se querem, se pensam em proximidade, mas se mantém bem centrados dentro de suas distâncias... e tanto equilíbrio, torna essa curiosidade, algo interessante e instigante também...

Afinal, como se comportam, ambos, num eclipse... além de brincadeiras e diferenças, o que é que mexe efetivamente com cada um? Em que ponto, os eclipses os aproximam? E em que ponto os distanciam mais?