quarta-feira, 24 de novembro de 2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Postado Por Keth
Postado As 05:44
Com Sem Comentarios
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Não acho que seja essa dificuldade que tenho com o desapego...
Acho até que a dificuldade está muito mais associada a essa necessidade de tentar até o último suspiro...
Ou quem sabe, a essa mania antipática de verbalizar tudo...
Simplesmente, não vou ter uma explicação plausível.
Mas, já tenho uma certeza...
Estamos deixando de ser "nós", como quem quase nunca o foi... embora, saibamos que, nem todas as lógicas nos deixam enganar... o éramos, o fomos, o estávamos sendo...
E isso nem é o que mais me dói...
Eu não gosto é de tudo que vai ficar silenciado, velado, escondido num íntimo, indelével... e eu fico imaginando que tipos de olhares se trocam num momento que sucede toda esta obviedade, como devem se movimentar o corpo e os olhares, de que forma as coisas se ajustam, num desajuste tão singelo.
E eu conheço esse querer tão recíproco, ele me é cativo e familiar, eu conheço o que não se faz necessário verbalizar, o que salta a todas as artimanhas que usamos para não escancarar o que nos salta aos poros e nos trai na pele.
E tanto quanto, eu conheço todas essas paredes que erguemos, individualmente, para que o "nós" nunca o seja suficientemente além da sutil segurança que sentimos quando somos "cada um"
E vamos traçando caminhos paralelos sempre que seguimos um na direção do outro, em busca de uma sensação íntima de que a entrega que experimentamos não é nada além de afinidade, mesmo sabendo que nenhum momento "nosso" se faz de "um" momento, embora, ambos, tracemos as linhas que nos levam ao que conhecemos tão bem e ao que nos torna tão palatáveis.
Afinal, por mais que forasteiros tentem usar a idéia, quem me apetece, é você... e eu entendo, muitíssimo bem, o nível de reciprocidade desse apetecimento...
Mas, não aprendi a me bastar... eu quero para além... eu quero tudo isso, mas com um pouco mais do que também me faz bem...
E essa minha certeza de mim mesma, me faz entender que, ainda que sua, não posso mais me permitir, te pertencer...
Acho até que a dificuldade está muito mais associada a essa necessidade de tentar até o último suspiro...
Ou quem sabe, a essa mania antipática de verbalizar tudo...
Simplesmente, não vou ter uma explicação plausível.
Mas, já tenho uma certeza...
Estamos deixando de ser "nós", como quem quase nunca o foi... embora, saibamos que, nem todas as lógicas nos deixam enganar... o éramos, o fomos, o estávamos sendo...
E isso nem é o que mais me dói...
Eu não gosto é de tudo que vai ficar silenciado, velado, escondido num íntimo, indelével... e eu fico imaginando que tipos de olhares se trocam num momento que sucede toda esta obviedade, como devem se movimentar o corpo e os olhares, de que forma as coisas se ajustam, num desajuste tão singelo.
E eu conheço esse querer tão recíproco, ele me é cativo e familiar, eu conheço o que não se faz necessário verbalizar, o que salta a todas as artimanhas que usamos para não escancarar o que nos salta aos poros e nos trai na pele.
E tanto quanto, eu conheço todas essas paredes que erguemos, individualmente, para que o "nós" nunca o seja suficientemente além da sutil segurança que sentimos quando somos "cada um"
E vamos traçando caminhos paralelos sempre que seguimos um na direção do outro, em busca de uma sensação íntima de que a entrega que experimentamos não é nada além de afinidade, mesmo sabendo que nenhum momento "nosso" se faz de "um" momento, embora, ambos, tracemos as linhas que nos levam ao que conhecemos tão bem e ao que nos torna tão palatáveis.
Afinal, por mais que forasteiros tentem usar a idéia, quem me apetece, é você... e eu entendo, muitíssimo bem, o nível de reciprocidade desse apetecimento...
Mas, não aprendi a me bastar... eu quero para além... eu quero tudo isso, mas com um pouco mais do que também me faz bem...
E essa minha certeza de mim mesma, me faz entender que, ainda que sua, não posso mais me permitir, te pertencer...
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Existem tantas formas de amar uma pessoa e outras tantas maneiras de descobrir cada uma dessas formas...
Existem sempre possibilidades de tentar acertar, de tentar fazer as coisas da melhor maneira possível e, junto com estas, existe também a possibilidade do erro, o risco, a forma menos palatável de lidar com essas situações.
Existe uma dualidade, um paradoxo... e no meio disso tudo, existimos nós.
É que os sentimentos não têm uma maneira determinada de funcionar, uma forma de ser específica, eles florescem e saltam à flor da pele, pedindo, quase implorando, para ser, minimamente, experimentado. Mas, a maneira que isso vai ocorrer é, geralmente, o elemento surpresa, é o que não se mostra logo “de cara”.
Então, a gente constrói as relações para tentar viver as emoções.
Como me disse recentemente uma amiga, “ruim não é gostar, ruim é se acostumar” e, é aí, onde transformamos o que sentimos nas idéias ou nos ideais de como as coisas devem ser, de como as expectativas (nossas) devem ser supridas, do quanto precisamos, necessitamos, até, de tantas coisas que, sequer, imaginávamos querer anteriormente.
E então a vida real com essas manias malucas que inventa, pra brincar com a gente, vem e gera uma reviravolta, mudando o curso de todos os planos egoístas que construímos na proporção da responsabilidade que jogamos para o outro, tirando a falsa idéia de segurança e controle que achávamos ter e impondo uma nova situação.
Colocando, porém, junto a isso, uma série de novas possibilidades para viver os sentimentos (sejam novos ou os mesmos de outrora), de superar o que não saiu exatamente como o planejado, de nos fazer proceder de outra ou outras formas...
Experimentar isso da vida é tão intenso, tão incrível, porque é possível amar e se relacionar com uma mesma pessoa de tantas formas, com tantos pesos e medidas diferentes, com expectativas e perspectivas tantas que sequer imaginamos. E descobrir isso pode ser absolutamente gostoso e interessante.
O fato é que a gente acaba sofrendo tanto por aquilo que não tem e dando o tom de dor que a gente dá as situações de forma unilateral, ou então, acabamos ansiando de forma demasiada por aquilo ou àquele que, de fato, não vai suprir nossa expectativa.
O fato é que, conscientes ou não, criamos formas de nos sabotar, inventamos impossibilidades pra poder sentir essas dores do coração, nos apegamos muito mais as impossibilidades do que às facilidades.
Talvez alguém tenha nos dito e nós tenhamos acreditado que “o que é difícil é mais gostoso”... mas, tenho entendido, de maneira deliciosa, que o que é bom é ser amada e, se possível, da forma mais leve e entregue possível, sem dificuldades desnecessárias, sem sofrimentos gerados pela incapacidade que possamos ter de aceitar a felicidade
É que amar e ser amada são coisas que acontecem para serem boas, para valer a pena e para revigorar a alma. E isso não tem preço e nem pode ser desmerecido!
*Título é extraído de um trecho da música Todo o Sentimento do Chico Buarque
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