quinta-feira, 20 de outubro de 2011

aaaaahhhh.... a pós-modernidade....

Postado Por Keth Postado As 10:02 Com Sem Comentarios
Sempre ouvi relatos de amigas que não querem ter filhos dizendo o quanto a sociedade as trata mal e desumanamete por isso... como se "ser mãe" fosse um dom natural de todas as mulheres. A verdade é que "reproduzir" está ao alcance de quase todas as mulheres, ser mãe é outra história....

Mas isso é discussão pra "grupos de estudos" não pra um blog de temas "mulherzinha"... também é minha referência pra forma que a sociedade encara quem não quer estar "em um relacionamento sério" (sim, eu trollo com o status do facebook!).

Todo mundo acha que mulher solteira ou está disponível ou está realmente desesperada. Ou, como diz um amigo, "está focando na carreira".

A verdade é que sentimos sim (e muita) falta de sexo!
O sexo também relaxa as mulheres, sabia? 
Existe sim a falta da trepada ou da rapidinha ou de ambas, tem a falta do amor gostosinho, do sacana, enfim... o Kama Sutra deixa saudades, isso é fato!rs

Mas, creiam... pras mulheres (pelos menos pra grande parte das que eu conheço) há um distanciamento significativo entre falta de sexo e falta de amor. E não nos dói tanto quanto aparenta abrir mão do primeiro em detrimento do segundo.

O amor que as mulheres procuram não está à venda no supermercado. Esse amor que faz falta, às vezes, é facilmente substituido por uma boa conversa com os amigos (daqueles almoços que te faz rir com o coração), por um tempo em família, por um momento "sou foda de qualidade" no trabalho, por um tempo com Deus, por felicidade, essa coisa que, choque-se, não está guardada num homem.

É bem verdade que temos TPM e ficamos carentes, mas aí é culpa dos hormônios, porque, colega, querer equilíbrio da gente o tempo todo é complicado, viu? Já temos que andar de salto e fazer depilação, permitam, por gentileza, que nossos hormônios tenham vida própria pelo menos por uma semana no mês (se vc confia em um "bixo"* que sangra e não morre, culpe a sociedade e não a mim)

Mas o fato é que não tem porque continuar acreditando que a gente está a espera do príncipe encantado. Não estamos! Não da forma que todo mundo acha que estamos!

Jogando limpo, é excelente o tempo do encantamento, ligações, mensagens, almoços, jantares, primeiras transas. Tudo muito legal, né? Mas tem momentos que isso cansa, que não supre necessidades. Ser interessante e bonita (e depilada) o tempo todo, cansa... exaure, especialemente pra quem tem que trabalhar duro, criar filhos, estudar e ser magra.

Existem sim os momentos em que o foco é carreira. Porque no fim das contas, se vc for sincera com ele, o cartão de crédito não vai te cobrar além do que foi acordado entre vcs. Existem sim, os momentos de se dedicar aos filhos, porque ao final, eles é quem vão fazer o teu esforço ter sentido. Existem sim os momentos de cuidar do corpo, da alma, dos amigos... existem os momentos que vc quer ter e ser só pra vc. E existe a preguiça de largar tudo isso pra entrar numa coisa que começa bem e termina "como sempre".

As relações não são as coisas mais importantes na vida de uma mulher (por favor, sociedade, tente sobreviver a isso) Um relacionamento seria deveras importante, quase fundamental... mas ele não está tão ao dispor quanto estão as relações.

Esperar não seria nem a palavra, mas viver até que aconteça define bem o que se passa pela minha cabeça.

p.s1 - eu usei o termo "mulheres" o tempo todo, mas estou falando de mim, ok? Única e exclusivamente baseada nas minhas percepções, se vc se identifica, vc é uma linda e se não, tbm é uma linda!rs
p.s.2 - *eu sei que bicho é grafado com ch, tá bom?rs

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

sobre ter 31 anos... (sucintamente "falando")

Postado Por Keth Postado As 09:25 Com Sem Comentarios
Todos os anos quando meu aniversário tá chegando, sempre gosto de “parar um pouco o mundo e descer”...(nesse 09 de outubro não foi diferente rs)

Gosto de refletir sobre como eu estava a um ano atrás, a dois, a dez, gosto de avaliar se as coisas realmente mudaram e, mais que isso, como estas mudanças impactaram na minha vida.

Esse ano, claro, não foi diferente dos anteriores.

As coisas mudaram?
Na verdade, nem tanto!

O que mudou, realmente, foi essa que vos escreve!

Há um “quê” de calma, de tranqüilidade ou mesmo e somente, de falta de ansiedade, há mais foco, menos medo, há mais segurança e menos pressa. Há menos necessidade de uma relação por saber que é possível esperar por um relacionamento.

Os objetivos são outros e, conseqüentemente, os caminhos também.

Eu me sinto mais leve, mais feliz, mais plena.
Eu me sinto bem.

Me sinto mais viva que nunca, mais capaz, mais possível... como se eu pudesse tudo que eu quisesse, desde que feito com prudência.

Também e finalmente me cansei de alguns pesos/pessoas que carreguei ao longo dos anos. Sinto que chegou a hora de seguir sem elas. Necessito me renovar na ausência de tudo que carreguei esse tempo todo.

A maternidade nunca me fez tão bem quanto agora.
A certeza de Deus na minha vida nunca havia sido tão necessária.
A família nunca fora tão importante e os amigos tão fundamentais.
A sexualidade nunca havia sido tão gostosa.

Tudo anda fluindo de uma forma deliciosamente boa.

Sabe qual a minha avaliação pelos 11.315 dias vividos, mais especificamente pelos 31 anos de vida?

É unicamente a certeza que – ser feliz é muito bom!