domingo, 26 de junho de 2011

De transformar limões em limonadas...

Postado Por Keth Postado As 20:15 Com 1 Comentario
Todos os dias, em diversas histórias, eu sempre escuto a famosa frase que diz que "não se deve criar expectativa"... é sempre a mesma história... e eu sempre tenho a mesma dúvida: se eu não posso esperar nada de uma pessoa, qual a razão, causa, motivo ou circunstância que me leva a dedicar algo a ela? Porque eu vou dispor do meu tempo, pensamento e bons sentimentos a quem não tem nada pra me oferecer?

Olha, a sociedade pós moderna que me desculpe, mas eu vou criar expectativas, sim! Eu quero o direito de esperar algo de bom dos outros. Posso?

O fato é que eu fui correr atrás do algo de bom que eu esperava de uma determinada pessoa e isso solicitou de mim, tempo, grana, muito pensamento e uma penca de sentimentos absolutamente bons. E, mesmo dedicando tudo isso a essa "busca" o resultado não foi dos melhores. Realmente, não tenho talento pra escrever histórias de amor, não se eu tiver que ser um dos personagens. Mas, eu tenho talento pra escrever a minha história, mesmo que fora dos padrões do que me contaram na infância enquanto finais felizes.

Nunca li que a Cinderela esperou que o príncipe fizesse isso ou aquilo outro, ela apenas esperou pelo príncipe. Simples assim. E eu, por não ter esse talento, eu espero tanto do príncipe... tanto quanto eu sou capaz de doar e fazer... eu espero reciprocidade. E isso, pra mim, também é, simples assim!

E, como vcs estão prevendo. Meu personagem príncipe não me foi nada recíproco. Ele foi um sacana bem da verdade. Só não contava era que a minha vida é uma sequência de coincidências inimagináveis e que, no que se refere a minha pessoa, ele teria sim, que enfrentar isso de frente... mesmo que o plano pra isso nem fosse meu.

Daí que foi isso que aconteceu e tudo que era tão bacana, tão legal e todo o mais, se fez fumaça. Se fez fumaça quando a pessoa resolveu me dizer que "as proporções das nossas expectativas eram diferentes". Porra! Proporções de expectativas? Mania que as pessoas tem de confundir minhas atitudes. Eu sempre explico que sou intensa, que gosto de demonstrar sentimentos de acordo com o que eu sinto e não da forma que a sociedade me diz pra fazer. Mas, porra, proporção de expectativa foi demais pra mim!

Ainda bem que eu tive toda a chance do mundo de verbalizar exatamente tudo que eu pensava e sentia em relação a tudo isso e o que se fez finito acabou que nem me doeu ou pareceu tão ruim ou sei lá o que mais que eu poderia dizer pra vcs. Só deixou de ser. E, agora, sou eu, a rainha do drama falando: só deixou de ser, simples assim! Dá pra acreditar? Vc consegue acreditar que deixou de ser e pronto. E foi isso? Pois, foi!

E quer saber... sem nenhum tipo de sentimento negativo a respeito da situação ou da pessoa... me senti madura com isso e, olha, eu não tenho esse nível de maturidade todo não... Portanto, eu tô contando pra vcs do que eu senti de verdade, de como isso foi. E é bacana esse sentimento todo. Esse deixar de ser todo assim tão cheio de verdade.

E, no meio disso tudo, quando era a desilusão que deveria me acompanhar... veio o inesperado mais louco já vivido até então. Sou eu que estou frisando a parte do "mais louco"... pq julgo o friso importantíssimo.

E foi assim, quando eu não me deixei ser infeliz porque uma pessoa não respeitou minhas expectativas (observe que respeitar é diferente de corresponder). E foi exatamente por não me deixar infelicitar por um desrespeito alheio que a vida me deu de presente algo que eu nem esperei, planejei, pensei, imaginei... mas, encontrei!

A vida no fundo é isso. Algo que não se planeja ou que pode sair diferente do planejado, enfim... e, eu ainda vou ter expectativa, sim! Sempre! 

Mas, quero seguir perto de quem me respeita, de quem me é leal, de quem é de verdade. O que não tá nesse pacote, bem... o que tá fora disso, está fora do que eu "espero" e, portanto, nem há de ser nada...

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Da vida prática

Postado Por Keth Postado As 20:31 Com 1 Comentario
O amor é lindo e a paixão pode até ser avassaladora, mas requerem tempo, certa dedicação e um tanto de desprendimento... e olha, é complicado manter a idéia de realidade em relação a essas coisas quando a rotina te consome... vc até experimenta seus momentos de solidão, mas até estes são facilmente vencidos pelo cansaço... vc até pensa em procurar por alguém, em conquistar ou somente se fazer conquistável... mas a qualquer sinal de dificuldade, já bate uma preguiça enorme... uma vontade significativa de se esconder no seu mundinho de obrigações e seguir vivendo...

A verdade é que existem transas, pessoas e envolvimentos que são pesados demais pra carregar quando você já não tem mais tempo e nem idade de lidar com idiotices... com os problemas de ego ou orgulho ou traumas ou sei lá o quê dos outros...

Traumas, eu já tenho os meus... sou deveras complicada, mas é uma complicação simples... eu só preciso falar... verbalizar as emoções com as quais eu não sei lidar... fora isso, eu me ajusto. E, justamente por isso, não restam, hoje, mais espaços na minha vida pra gente que quer complicar o que deve ser simples e leve...

Eu nem me importo em cuidar e zelar por alguém... mas eu me importo em ter que entender, interpretar gestos ou a falta deles, em ter que ser diferente do que eu sou, pq se eu desprezar o fulano ele vem atrás de mim... na boa, isso é coisa de gente doente. A pessoa tem que vir atrás quando eu demonstro claramente que estou afim... se eu demonstro o contrário, vir atrás é contrasenso.

Acho que estou com os pés no mundo dos adultos... acho que desejo mais que um monte de mimimis de gente crescida... acho que meus "achos" estão virando certezas, estão me fazendo desejar coisas mais simples, mais reais... e mais palatáveis...

E bem... eu continuo preferindo quem me faz sentir bem de forma mais simples, de um jeito mais de verdade...