Demorei tanto tempo pra me desfazer do que eu criei pra mim como âncora, porque descobri que precisava de asas, mas tinha medo de subir alto o suficiente pra não suportar a queda... e, nesse tortuoso caminho, inventei amores, inventei fantasmas e ainda tive de lidar com meu absoluto talento em me autosabotar... uma quase viagem para o meu interior, para me saber, para me enxergar...
Acredito que das coisas mais complicadas, o autoconhecimento deve estar num topo deste tipo de lista... porque quando nos sabemos, não é que vamos nos prever melhor, mas temos menos medo, há uma vontade maior de fazer certas coisas, de arriscar, de ousar, de tentar... de tantas coisas... todas incríveis, mas nada que nos dê a tal segurança rotineira.
Então me desfiz dos meus amores inventados, dos ódios velados, das coisas resolvidas e das mal resolvidas também, pq entendi que a vida não tem este tipo de lógica, que eu não tenho este tipo de controle e daí que me permiti, que fui vivênciando esse bater de asas, meio assim, timidamente, meio com medo, mas com a certeza de que este risco eu queria pra mim... e fui me revendo, me conhecendo e me reconhecendo...
Aaaaaah, tenho que confessar, desse momento, eu tô gostando bem mais =)